sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

HÉRNIA DE DISCO

As hérnias de disco são um problema comum (2 a 4%) na população em geral, mas afetam mais comumente pessoas na terceira década de vida, ou mais. Vários fatores, tais como sobrecarga de peso, fumo, genética e traumatismos repetidos, podem favorecer o aparecimento da doença.
O que é uma hérnia de disco?

Nossa coluna vertebral é formada por múltiplas vértebras, ossos individuais que se "empilham" uns sobre os outros. Entre uma vértebra e outra, há em geral um disco, formado por tecido fibroelástico resistente, que funciona como um "amortecedor", suavizando os impactos do dia-a-dia.

A hérnia de disco é causada por uma ruptura das fibras concêntricas do disco intervertebral . O disco suporta cargas corporais e une vértebra à vértebra. Com a ruptura, processa-se o deslocamento de seu núcleo até a extrusão do mesmo. Quando se instala a lesão do disco, desencadeia um processo inflamatório, ocasionando a dor. As causas das rupturas discais relacionam-se a traumatismos, a deformidades da coluna, rigidez corporal nos sedentários, obesidade, hipotonia e flacidez muscular. Os fatores psicológicos também contribuem para a instalação desses quadros, tais como depressão, estresse, etc.
Em qualquer região da coluna em que se desencadeie a ruptura do disco intervertebral e se produza a hérnia de disco, há uma agressão química ou mecânica nas raízes nervosas e esta se manifestará para a região de controle desse mesmo nervo. Isto ocasiona dores, contraturas e dificuldades de movimentos. Assim, conforme o local da hérnia, teremos uma manifestação específica. A dor é bem aguda e, às vezes, lancinante.
Na hérnia, antes da sua formação, ocorre o deslizamento do núcleo pulposo, gelatinoso ou cartilaginoso, conforme a pessoa e a idade, infiltrando-se entre as fissuras do disco e apertando o nervo raquidiano.
Vários fatores podem causar a desidratação e consequente degeneração do disco, que perde sua elasticidade. Sua cápsula, normalmente mais resistente, pode se romper ou afrouxar, permitindo que o seu conteúdo (mais "mole"), invada o interior da vértebra (o chamado "canal vertebral"), comprimindo assim as raízes dos nervos e causando dor.
Os fatores psicológicos também contribuem para a instalação desses quadros, tais como depressão, estresse, etc.
As hérnias discais cervicais incidem mais freqüentemente nas pessoas estressadas e tensas. Já a dorsal é mais rara, pois nesta área a coluna tem o suporte dos arcos costais (costelas). A hérnia lombar ocorre devido ao excesso de carga que a coluna suporta.

Como é a dor provocada pela hérnia de disco?

As hérnias de disco apresentam sintomas como dor, parestesia, paresia, que são déficit do movimento numa determinada região do corpo. Quanto à localização, as hérnias discais podem ser classificadas em cervicais, dorsais e lombares, correspondendo aos segmentos da coluna em que a hérnia se desenvolveu.
Depende da localização: nas hérnias cervicais o paciente pode apresentar dores que se irradiam do pescoço para os braços. As hérnias discais cervicais se manifestam com dores agudas e intensas no pescoço, na região da escápula (ombro), nuca, membros superiores, tórax.
No tórax a dor parece uma "cinta apertada no dorso", e na região lombar pode ocorrer a dor ciática.

CausasAs hérnias discais cervicais incidem mais freqüentemente nas pessoas estressadas e tensas. Já a dorsal é mais rara, pois nesta área a coluna tem o suporte dos arcos costais (costelas). A coluna, assim, encontra-se mais protegida nesta região.
A hérnia lombar ocorre devido ao excesso de carga que a coluna suporta associada à tensão emocional, seja pelos vícios de postura, pelos estresse da posição (a pior é a sentada), em pessoas com baixa flexibilidade corporal (rígidas) e em pessoas obesas com empobrecimento da musculatura abdominal.Conforme a lesão das fibras do disco intervertebral, as hérnias podem ser extrusas, que são aquelas em que há uma grande ruptura do anel fibroso do disco com extrusão (expulsão) do material gelatinoso do núcleo pulposo para o interior do canal raquidiano. Costumam ser muito dolorosas e chegam a causar paresias ou até paralisias.
As hérnias, em raros casos, chegam a causar paralisias. No entanto naqueles pacientes que possuem canal estreito, congênito ou adquirido, as hérnias se apresentam com sintomas mais vivos, com dores mais intensas e maior incapacidade de movimento.
O disco suporta cargas corporais e une vértebra à vértebra. Com a ruptura, processa-se o deslocamento de seu núcleo até a extrusão do mesmo. Quando se instala a lesão do disco, desencadeia um processo inflamatório, ocasionando a dor.

Sintomas
As hérnias de disco apresentam sintomas como dor, parestesia, paresia, que são déficit do movimento numa determinada região do corpo.

Prevenção
A prevenção da hérnia discal está relacionada à saúde corporal global. O paciente deve ser avaliado para verificar se há uma patologia da coluna (como por exemplo deformidades congênitas) ou extra-coluna (desníveis dos membros inferiores) que são patologias predisponentes ao desenvolvimento da hérnia.
A partir de uma coluna hígida, a prevenção está relacionada à realização de hábitos naturais salutares que possam ser estabelecidos pelo paciente, em completa compatibilidade com a vida agitada do mundo urbano atual. É necessário um sistema músculo-esquelético flexível e estável. A flexibilidade é alcançada com a prática de alongamentos diários e a estabilização músculo-esquelética se relaciona com a tonificação dos músculos do abdômen, dos glúteos (nádegas), da coxa anterior e dos eretores da espinha.
É necessário que a porção corporal central tenha boa tonificação e a posição periférica (cintura escapular e cintura pélvica) tenha boa flexibilidade. A este programa soma-se atividades aeróbicas que gerem uma aceleração cardíaca acima de 100 batimentos por minuto dentro de um tempo mínimo, conforme as condições cardio-vasculares de cada pessoa.
Os hábitos alimentares também são importantes. Uma alimentação saudável é aquela que seja aguada, colorida e viva. A mesma deve ter uma proporção energética na condição da necessidade diária relacionada com a função desempenhada por cada pessoa. Dentro dessas bases, deve ser rica em sais minerais, vitaminas, proteínas, conforme a idade do paciente. Estas indicações são complementadas com a estabilidade psicológica, passando pela prática do relax e pensamentos entusiásticos e positivos.
Para tanto, uma coluna perfeita necessita de hábitos de vida diário equilibrado e saudável, conduzidos de uma forma disciplinar e persistente.

TRATAMENTO

Técnicas como a QUIROPRAXIA e o SEI-TAI, detectam e corrigem manualmente anormalidades de alinhamento e movimento.

São técnicas de tratamento ósseo composta de manobras de ajuste que visam a desobstrução de nervos que ficam comprimidos ou pinçados pelo excesso de tensão muscular. Os nervos assim liberados, voltam a conduzir de modo normal os impulsos nervosos antes comprometidos, restaurando a saúde do organismo.

Toda vez que determinado músculo é tencionado continuamente as vértebras da região da coluna correspondente acumulam gases que comprimem os nervos, causam dor e limitam os movimentos.
Por meio de ajustamentos manuais, envolvendo suaves manipulações de articulações e tecidos macios, eles podem realinhar vértebras deslocadas, eliminar obstruções no fluxo nervoso, suscetíveis de causar muitos distúrbios.

O tratamento tem o objetivo de restabelecer a estabilidade da coluna vertebral comprometida com a ruptura da estrutura discal. Não basta sedar a dor, mas sim restabelecer o equilíbrio da unidade funcional.
CONHEÇA SUA DOR NOS OMBROS

Conceito
Ombro doloroso é uma síndrome caracterizada por dor e impotência funcional de graus variados, que acomete estruturas responsáveis pela movimentação do ombro, incluindo as articulações, tendões e músculos, ligamentos e bursas.
A estes sintomas se agregam àqueles que caracterizam transtornos ou afecções locais ou a distância de implicações etiopatogênicas no aparecimento da síndrome.

Anatomia local

1. Articulações
O ombro é formado por três articulações (gleno-umeral), acrômio-clavicular e esternoclavicular e uma região de deslizamento entre a escápula e região torácica, que são essenciais para todos os tipos de movimentos realizados pelo ombro.

2. Tendões e músculos
O principal grupo muscular responsável pela movimentação do ombro é o manguito rotador. O manguito rotador é formado pelos seguintes músculos: supra-espinhoso, infra-espinhoso, subescapular e redondo menor. Possui inserção tendinosa no úmero, facilitando a estabilidade articular e propiciando movimentação.

3. Bursas
A principal é a busca subacromial localizada acima do tendão do músculo supra-espinhoso e abaixo do acrômio.

4. Ligamentos
São responsáveis pela estabilidade da articulação; os principais são a cápsula gleno-umeral e o ligamento coracoacromial.

Causas
A frequência aproximada das causas de ombro doloroso é a seguinte:
· Bursites subdeltoidiana ou subacromial com ou sem depósito calcário - 80%;
· Miofibrosites - 8%;
· Artrites do ombro - 5%;
· Outros - 7%.
Em relação às causas de bursite subdeltoidiana ou subacromial temos:
· Atividade excessiva;
· Hiperabdução prolongada;
· Rutura do supra-espinhoso, infra-espinhoso ou longa porção do bíceps;
· Luxação acrômio-clavicular;
· Fratura do troquiter;
· Irritação por osteófitos;
· Aderência - pacientes crônicos em leito;
· Alterações - inflamações no manguito músculo tendinoso integrado.


Clínica/métodos e avaliação
As formas clínicas do ombro doloroso se classificam da seguinte forma:
a. Quanto à intensidade dos sintomas;
b. Quanto ao tempo do início da doença;
c. Quanto ao exame radiológico.
E quanto ao aparecimento de sintomas como:
a. Agudas;
b. Subagudas;
c. Crônicas;
d. Com ou sem calcificações.

Os sintomas da forma aguda são: dor intensa na região da articulação escápulo-umeral agravada pelos movimentos; irradiação da dor para o pescoço, às vezes para o braço, inserção do deltóides e pontas dos dedos; limitação dos movimentos com dor extrema a ligeira abdução ou rotação; hiperalgesia na região do troquiter, apófise caracóide e sulco bicipital.
Os sinais radiológicos são encontrados em 50% dos casos.
Na forma crônica encontramos os seguintes sintomas:
· Atrofia do deltóide supra-espinhoso;
· Incapacidade de movimentos articulação escápulo-umeral (abdução-rotação);
· Dor localizada ou irradiada de pouca intensidade;
· Hiperalgesia em nível do troquiter.
Os sinais radiológicos são de atrofia da grande tuberosidade do úmero (calcificações).

Exame físico
É o principal meio utilizado. Localizam-se pontos de maior sensibilidade à simples pressão digital (inserção supra-espinhoso, longa porção do bíceps, articulação acrômio-clavicular, apófise coracóide, bolsa subacromial).
O arco doloroso de Simmonds é frequente. A abdução é dificultada na passagem da grande tuberosidade do úmero sob o acrômio.
A manobra de Yergason é positiva para alteração a longa porção do bíceps quando o braço estiver em abdução e o antebraço flexionado em 90 graus. A supinação e a contra-resistência despertam dor na corrediça bicipital.
Importante é o exame em nível do tendão do supra-espinhoso, em que se instalam lesões mais graves.
Elas se localizam em áreas correspondentes ao assoalho da bolsa subacromial, na qual o tendão do supra-espinhoso se adere totalmente a cápsula articular.
Rotação externa e interna.
Abdução - Adução contra-resistência.

Exame radiológico
Frequentemente o exame radiológico convencional se apresenta normal (valoriza-se o exame físico).
Pode encontrar-se:
· Depósitos calcáreos - bursite calcárea e outras;
· Osteoporose difusa ou localizada;
· Condensação óssea - tumores;
· Lesões líticas;
· Lesões degenerativas - artrose;
· Redução do estreito acrômio-tuberositário (desgaste-desnutrição do manguito tendinoso).

Flexão e extensão contra-resistência.

Exame da corrediça bicipital.


Articulação gleno-umeral.

Exame do manguito rotador.
Artrografia
Com contraste opaco ou pneumografia (ar) pode ser útil para diagnosticar ruptura da cápsula, perfuração do tendão do supra-espinhoso e outras alterações estruturais.

Outros métodos
· Punção biópsia.
· Cintilografia óssea articular.
· Artroscopia.
· Ultra-sonografia da articulação.

Classificação
Podemos dividir didaticamente o ombro doloroso em várias síndromes diferentes, entre elas se destacam:
· Síndrome do impacto;
· Tendinite bicipital;
· Tendinite calcárea;
· Capsulite adesiva;
· Artropatias;
· Originada em outros locais;
· Extrínsecas (neurites braquial, tumor Pancoast, síndrome ombro-mão, neoplasias, metástases, diabetes mellitus, hipo-hipertiroidismo, anquiloidoses).

Paciente - 50 anos com calcificações homogêneas na região bicipital bursite calcárea.

Mulher - 45 anos com avançada artrite reumatóide e osteoporose

Paciente - 58 anos com acentuada lesão degenerativa - artrose.

RM parcial do manguito rotador com lesão do tendão do supra-espinhoso.

Pontos dolorosos do ombro

1. Síndrome do impacto
É uma síndrome dolorosa do ombro acompanhada por alteração na mobilidade local, sendo caracterizada por uma tendinite, geralmente, do tendão do supra-espinhoso e bursa subacromial, com lesão parcial ou total deste ou de outros tendões.
Ocorre com maior frequência acima dos 40 anos de idade, com predominância da etiologia traumática.
Sabe-se que o impacto causando atrito e posterior degeneração ocorre durante a elevação anterior do braço, ocorrendo contra superfície inferior do acrômio.
Alguns autores descrevem três fases clínicas:
- Fase I: abaixo dos 25 anos, ocorrendo dor aguda após esforço prolongado. Nesta fase há edema e hemorragia em nível de bursas e tendões;
- Fase II: entre 25 e 40 anos de idade e já começa fibrose e espessamento da bursa subacromial, além da tendinite. Paciente queixa de dor noturna e após atividades. Pode ocorrer ruptura parcial do manguito rotador;
- Fase III: acima dos 40 anos. Paciente apresenta dor contínua com perda da força de mobilização devido à ruptura completa de um ou vários tendões.

TENDINITE E BURSITE DO OMBRO
Mecanismo do "arco doloroso de Simmonds".


Bloqueio gleno-umeral.
Diagnóstico
Além da anamnese, podemos utilizar algumas manobras úteis no exame físico, damos preferência à mobilização ativa e passiva do ombro, deixando de lado inspeção, palpação a ausculta que nos fornecerão poucos subsídios diagnósticos.
Movimentos ativos podem estar alterados pela dor e, em casos mais graves, pode estar presente devido à capsulite secundária.
Os principais movimentos são:

· Abdução do braço: aparecimento da dor entre 70o e 120o de abdução, conhecido como "arco doloroso de Simmonds";
· Flexão anterior máxima do braço com escápula estabilizada: dor local;
· Abdução resistida: com o braço encostado no tórax, pedir ao paciente para fazer a abdução: dor na inserção do supra-espinhoso no úmero;
· Radiografia simples: fornece-nos poucos dados;
· Artrografia: nos orienta quanto à integridade dos tendões;
· Ecografia: pode ajudar no diagnóstico de tendinite, se bem-feita;
· Ressonância magnética: excelente exame, mas fora da realidade da maioria das instituições por seu alto custo, somente usado em casos muito selecionados.

2. Tendinite bicipital
Caracteriza-se por envolvimento do tendão da porção longa do bíceps branquial com ruptura posterior em alguns casos. É muito comum sua associação com a tendinite do manguito rotador.

Diagnóstico
Dor na face anterior do braço e ombro localizada sobre o tendão, principalmente na corredeira bicipital.
Para o diagnóstico é importante a palpação local e as movimentações especiais.
Manobra de Yergason: dor local quando o paciente faz supinação do antebraço contra-resistência numa posição de cotovelo fletido a 90º junto ao tronco.

3. Tendinite calcárea
Diagnosticada pela radiografia simples, é mais comum no tendão do supra-espinhoso, ocorrendo com mais frequência no sexo feminino.
A tendinite calcárea aguda pode apresentar-se de forma mais agressiva com muita dor, limitação da mobilização ativa e passiva do ombro e, ocasionalmente, eritema no local.

Diagnóstico
Radiografia revela o depósito calcificado localizado.

4. Capsulite adesiva
Capsulite adesiva pode ser definida como uma condição de etiologia desconhecida caracterizada por uma restrição dolorosa global da movimentação da articulação gleno-umeral em todos os planos, tanto ativa quanto passiva. Existem condições associadas, como diabetes, tireoidopatias, doença cardíaca e pulmonar, que classificam a capsulite como secundária.

Diagnóstico
Geralmente acomete indivíduos acima dos 40 de idade, sendo mais comum nas mulheres.
Alguns autores descrevem três fases diferentes. Inicialmente ocorreria dor no ombro, que passaria para uma fase de dor e rigidez, dando lugar a uma fase final que quase não teria dor e sim uma rigidez importante.
No exame clínico existe diminuição da movimentação ativa e passiva da articulação gleno-umeral, principalmente a elevação anterior, rotação interna e externa do braço.
Radiografia e angiografia podem contribuir muito pouco para o diagnóstico.

5. Artropatias - artrites
É importante lembrar que algumas enfermidades acometem as articulações do ombro, como a artrose gleno-umeral e acrômio-clavicular, a artrite reumatóide em fases mais tardias e algumas doenças microcristalinas como o depósito de hidroxiapatita, entre outras.
Gota - pseudogota/artrites sépticas.

6. Originada em outros locais
O ombro também é sede de dor irradiada e referida de outras regiões do corpo, como a coluna, pulmão etc.


ALTERAÇÕES DA COLUNA VERTEBRAL

HIPERCIFOSE é aumento da curvatura da região dorsal, ou seja, é o aumento da convexidade posterior no plano sagital, podendo ser flexível ou irredutível. Podemos classificá-la como sendo postural, Scheuermann (osteocondrose espinhal), congênita, traumática , metabólica, inflamatória - mal de Pott (TBC), tumoral e outras.O aumento da curvatura cifótica promove alterações anatômicas ocasionando o dorso curvo, gibosidade posterior, encurtamento vertebral e pode ocorrer déficit respiratório, por reduzir a capacidade de sustentação da coluna vertebral e também a diminuição da expansibilidade torácica.A cintura escapular torna-se projetada à frente, com deslocamento das escápulas para baixo e para frente. A musculatura peitoral torna-se hipertônica e a dorsal hipotônica. A cabeça é projetada à frente da linha de gravidade, ocasionando uma hiperlordose cervical.Toda hipercifose, de um modo geral, tem sua lordose compensadora, cervical e lombar, para dessa forma poder manter a sustentação do corpo mesmo que descompensada.A cifose postural é muito comum na adolescência, tanto nos meninos como nas meninas. Estes adquirem maus hábitos no sentar, andando, estudando e até mesmo em pé. No adulto, em mulheres idosas, a cifose pode aparecer devido a osteoporose, cujas vértebras em conseqüência de uma rarefação ósseas, ficam fracas ou em forma de cunha.Também localizamos a cifose na adolescência em meninos altos, como forma de inibir-esconder sua estatura, para não se destacar perante os colegas de mesma idade. As meninas com mamas muito grandes também adotam uma postura cifótica com o objetivo de escondê-las. No entanto, se estes adolescentes não receberem uma orientação a tempo e adequada, a cifose que inicialmente é postural, pode tornar-se estrutural. O tratamento para cifose postural apresenta bons resultados quando ainda não temos deformidades estruturais nos corpos vertebrais e o mesmo deve ser realizado ainda na fase de crescimento da criança. A cifose pode localizar-se na região dorsal, dorso-torácica e toracolombar. Neste último caso, encontraremos uma retificação da lordose lombar, contribuindo para a redução da mobilidade desta região.

HIPERLORDOSE é aumento da curva na região cervical ou na região lombar, ou seja, acentuação da concavidade cervical e/ou lombar no plano sagital. A hiperlordose lombar está associada a uma anteversão da pelve (báscula pélvica anterior) que não deve exceder a 20º, pois angulações maiores que esta, já estará caracterizando uma acentuação da lordose lombar e consequentemente um realinhamento de todas as outras curvas da coluna para uma compensação. Estudos comprovam que a anteversão da pelve está associada a um desequilíbrio dos músculos abdominais e glúteos, que estão enfraquecidos e na musculatura lombar que se apresentará encurtada. Já a retificação da lordose lombar, está associada a retroversão da pelve, originando uma costa plana, com diminuição da mobilidade. A hiperlordose cervical é caracterizada pela proeminência da cabeça associada a hipercifose, caracterizando um pescoço mais alongado à frente. A retificação da lordose cervical caracteriza-se pela diminuição da lordose e consequentemente um pescoço reto, com diminuição da mobilidade cervical. A hiperlordose lombar é mais encontrada em mulheres devido aos saltos altos, ginástica olímpica e a própria postura feminina.

ESCOLIOSE é um desvio assimétrico, lateral da coluna vertebral, resultado da ação de um conjunto de forças assimétricas que incidem sobre a coluna. Possui várias classificações, são elas: Idiopática (causa desconhecida) - infantil, juvenil e adolescente, Congênita - falha na formação dos ossos e na segmentação, Neuromuscular - poliomielite, paralisia cerebral, distrofia muscular e outros, Traumas - fraturas, cirurgias e queimaduras, Fenômenos irritativos - tumores medulares, hérnia-de-disco e posturais - má postura "falsa escoliose".
O termo idiopática é usado pelos médicos para designar qualquer doença, desvio postural que tem causa desconhecida, que não apresenta nenhuma anormalidade óssea ou neuromuscular. Uma curva escoliótica pode evoluir até 18 anos, no entanto deve ser realizado pelo médico responsável um exame que verifica a idade óssea e se ainda há crescimento. Enquanto houver crescimento a curva poderá evoluir. A escoliose pode apresentar suas curvas em uma única curvatura ou mais. Apresentam convexidades para a esquerda ou para a direita, abrangendo uma ou mais regiões da coluna. Quando apresentam curvas compensatórias formam um "S" ou um "S invertido". Foram definidas por Cobb como sendo Primárias (maiores - as primeiras) ou secundárias (menores - curvas de compensação). A curva primária é a que determina as alterações da estrutura óssea ligamentar, nervosa e muscular no segmento da coluna onde ela se localiza, portanto é a curva em que devemos dar maior ênfase em nossos alongamentos e exercícios de compensação. A curva primária tende a se tornar estruturada quando não compensada no início através de alongamentos, podem tornar oblíquas as linhas horizontais do olho e da pelve, obrigando a pessoa a adotar uma posição antifisiológica para compensar essa obliquidad. A secundária, como são curvas menores e apenas de compensação são mais flexíveis e fáceis de serem corrigidas. No entanto, não podemos nos esquecer que, quanto maior a curva primária, maior a secundária. As alterações anatômicas que podemos encontrar em uma coluna escoliótica são: rotação vertebral , saliência nas costelas, encurtamento vertebral e gibosidades. Podemos encontrar a escoliose na região cervical, torácica, toracolombar, lombar ou abranger toda a extensão da coluna formando um grande "C". Para sabermos se a curva da escoliose é uma curva estrutural ou funcional, fazemos uma flexão lateral contra a concavidade da curva, ou seja, uma inclinação para o lado da convexidade. Se no movimento a curva retificar, poderemos afirmar que ela é funcional, se não retificar, estrutural.
COSTA PLANA é um desequilíbrio que se caracteriza pela retificação das curvasfisiológicas, ou seja, diminuição das angulações das lordoses lombar e cervical e das cifoses dorsal e sacral. Diante deste desequilíbrio, as curvaturas responsáveis pela dissipação das forças proveniente da ação da gravidade são diminuídas, e consequentemente ocorrerá em determinados pontos da coluna, uma maior incidência de sobrecarga, ocasionando dores, perda da mobilidade e um desequilíbrio postural geral como forma de compensação. Com a retificação das curvas surge o dorso achatado com tendência a se tornar rígido e dores dorsais refratárias.Para este desequilíbrio, necessitamos readquirir a mobilidade, promover alívio das dores, e aumento das curvas fisiológicas.

A HORA DO SINTOMA



O movimento do adoecimento no corpo depende, em muito, da relação entre o que vibra da Pessoa – nossa estrutura emocional, psíquica, de sensibilidade e espiritual – e o que pertence à Personalidade – nosso veículo de expressão.

Os sintomas surgem a partir das dificuldades de conciliação ou dos embates entre a Pessoa, que deseja expressão e quer a experienciação do que sente e impulsiona. O corpo desenvolve, no sintoma, o padrão de linguagem que, com maior facilidade e rapidez, informe sobre a discordâncias entre o nosso interno que quer e a parte nossa que faz.

O horário de manifestação dos sintomas conta sobre os pensamentos e atitudes que originam a quebra do movimento harmônico ente a Pessoa e a Personalidade.


MANIFESTAÇÕES CONTÍNUAS
As manifestações contínuas pretendem estimular o posicionamento, a opinião, as reações e escolhas. Acontecem quando há domínio do silêncio e do estado de passividade frente às dificuldades vividas.

Estas manifestações afirmam que o indivíduo permaneceu tolhido por tempo excessivo, se manteve sem demonstrar seus propósitos ou protestos, mostrou aparente receptividade, e vive a oportunidade de resgatar autenticidade.

Ao sintomas contínuos ressaltam o pedido interno de que se concentre esforços na conquista e apropriação da liberdade para ser e estar segundo o modo próprio de ver, de sentir, de pensar e decidir.

MANIFESTAÇÕES NOTURNAS
Estes sintomas afirmam que o indivíduo mantém-se sob policiamento, preso ao compromisso de validar e cumprir as regras próprias ou do ambiente.

Contam que boa parte dos impulsos de demonstração ou partilha dos desejos, das emoções e sentimentos, das limitações e conflitos vividos ao longo do dia são invalidados ou conscientemente freados. Incentivam o resgate e o uso do direito de agir segundo a própria determinação.

MANIFESTAÇÕES MATUTINAS
As manifestações predominantemente matutinas resultam da prática abusiva do “fazer sem querer”. Clamam pela revisão do porquê de se manter performances, pensamentos, posturas, funções ou compromissos que, sabidamente, não são desejados ou aceitos, e muito menos combinam com os propósitos, sonhos, e objetivos internos.

Os sintomas matutinos informam que a vida como está sendo vivida não satisfaz, não alimenta, impõe obrigatoriedades e inibe a disposição para o prazer.

Alertam pra o risco de incorporação do sentimento de que a vida é penosa, limitante, constituída de pouca ou nenhuma graça.


MANIFESTAÇÕES VESPERTINAS
As manifestações predominantemente vespertinas avisam que é excessiva a distância entre o que se planeja e o que se consegue fazer, ou entre o que se almeja e o que se faz.

O sofrimento vespertinos nascem da tristeza de se ver irrealizado, querendo e não conseguindo, fazendo mas não formatando, vivendo e não se sentindo.

Estas manifestações, alimentadas pela crença de que os sonhos não podem ser materializados, estimulam a mudança da forma de se relacionar com a vida. Em geral, acompanham o estado de frustração ou de decepção consigo.

MANIFESTAÇÕES DIURNAS
Surgem para assinalar que é evidente o impulso e a necessidade de alterar comportamentos, que é intenso o desejo de mudança, conhecido o que se quer mudar, mas que é dominante o mede de transformar.

Os sintomas que surgem no decorrer do doa sinalizam que o adoecimento serve, principalmente, à exoneração de dúvidas e inseguranças; que o processo pode ser rapidamente resolvido quando se fizer uso da confiança em si e do poder e direito pessoal de decisão.


A DOR CRÔNICA


Dor crônica - inimiga íntima de cada dia
Apesar dos notáveis avanços no campo da farmacologia, modernas técnicas diagnósticas e recursos terapêuticos, a prevalência da dor crônica tem aumentado progressivamente. No Brasil, cerca de 50 milhões de pessoas padecem de algum tipo de dor. É o principal motivo de procura por assistência de saúde, sendo considerado hoje um sério problema de saúde pública. Dor crônica é aquela que perdura por meses e até anos causando altos níveis de stress emocional que, com o tempo prejudica seriamente o psiquismo e produz conseqüências desastrosas na vida das pessoas.Causa impacto negativo sobre muitas doenças e sua recuperação clínica.


A dor é considerada hoje uma porta de entrada para muitos distúrbios físicos e psicológicos. Alguns fatores podem contribuir para o aumento da dor em nosso meio. O próprio desenvolvimento tecnológico na área da saúde tem permitido o aumento da longevidade e a sobrevida de muitas pessoas portadoras de doenças graves, até a pouco, consideradas fatais. Nos últimos 10 anos, a idade média subiu mais de 6%. Mas, apesar das pessoas viverem mais anos, sua qualidade de vida não tem sido necessariamente melhor.


A dor crônica em idosos aumenta a cada dia, atingindo sua prevalência máxima em torno dos 65 anos. Algumas características do nosso ambiente físico, nem sempre ergonômico, cheio de barreiras arquitetônicas que atentam contra a boa postura, mobilidade e segurança das pessoas, como nossas calçadas públicas por exemplo, provocam acidentes e estimulam a cronificação da dor física. Alterações nos hábitos de vida como má alimentação e sedentarismo respondem pelo aumento da obesidade e consequentemente da dor. Carga horária de trabalho excessiva, competitividade profissional, dificuldades econômicas e familiares, falta de lazer, solidão afetiva e tantas outras condições estressantes de vida, também podem contribuir para o aumento da dor crônica.


As principais conseqüências psicológicas da dor crônica são angústia, ansiedade, medo, raiva, irritabilidade, tristeza, depressão, desconfiança, mudança na percepção corporal, diminuição da auto-estima e sentimento de rejeição social e profissional. Além disso, o sofrimento pela dor prolongada pode alterar o sistema de crenças, gerando sentimento de desamparo e preocupações em relação ao futuro. Restringe ou impede a atividade física, dificulta o convívio familiar e social, inibe o interesse e a prática sexual, piora a qualidade do sono, agravando a condição geral de saúde que, por sua vez, compromete a percepção e o manejo da dor, além de agravar doenças pré-existentes e reduzir a imunidade do organismo. Por todas essas razões, a eficácia dos tratamentos da dor crônica não é fácil. A forte presença de fatores emocionais em alguns quadros dolorosos crônicos representa uma das dificuldades para seu diagnóstico e tratamento.


O que ocorre é que quando se convive por longo tempo com a dor física, a pessoa pode desenvolver conflitos mentais e emocionais que, por sua vez, determinam alguns comportamentos e atitudes que contribuem para piorar a dor e dificultar seu tratamento.Convém lembrar que a dor é sempre uma experiência humana de sofrimento, carregada de significados subjetivos que precisam ser compreendidos e que variam de pessoa para pessoa. Porém, toda dor é sempre uma dor psicológica. É a representação mais profunda do sofrimento humano. Se as agressões ao corpo provocam dor, feridas na alma também.


Não se pode separar a dor física da dor moral psíquica.


No entanto, reconhecer a presença e o papel dos aspectos emocionais na origem e agravamento da dor nem sempre é possível. Pode ocorrer um sentimento de adaptação e até mesmo dependência dos sintomas dolorosos. Apesar do sofrimento, a dor física muitas vezes representa uma importante forma de expressar a dor afetiva. Além disso, estímulos ambientais familiares e profissionais desfavoráveis também podem perpetuar a dor crônica.


Por isso, não basta apenas compreender e eliminar o sintoma da dor, é importante ouvir e entender a pessoa que sente a dor, como ela percebe sua dor e ajudá-la a lidar melhor com seus sentimentos e atitudes.
COLUNA CERVICAL


A coluna cervical se localiza no pescoço entre a parte inferior do crânio e a superior do tronco no nível dos ombros, é composta de sete ossos sobre-postos que são as vértebras. Estas estão unidas por estruturas chamadas ligamentos, músculos e por elementos que preenchem o espaço entre elas são os discos intervertebrais (Fig. 1).
Figura 01 - Coluna Cervical


No interior da coluna cervical encontramos o canal vertebral por onde passa a medula espinhal, que comanda todos os nossos movimentos e sensações, ela é o nosso elemento de ligação corporal com o meio ambiente. Nesta região a medula emite 8 raízes nervosas que se ramificam para a cabeça, pescoço, membros superiores, ombros e parte ântero-superior do tórax.A região cervical é dotada de grande mobilidade permitindo movimentos de 130° na flexão e extensão, rotação de 81° para cada lado e inclinação de 45º sobre os ombros. Devido a esta mesma mobilidade a coluna cervical sofre mecanicamente pelos esforços que é submetida no trabalho e na vida diária (Fig. 2).


Figura 2 – Movimentos da Coluna Cervical


Dor da coluna cervical
A dor cervical chama-se cervicalgia e quando ela se irradia pelo membro superior (braço, antebraço e mão) recebe o nome de cervicobraquialgia. Como a dor é uma experiência subjetiva da atividade cerebral em resposta a uma lesão dos tecidos corporais, ela pode ter origem em diferentes causas. Mas basicamente estas lesões, liberam várias substâncias no local e na corrente sanguinea que chamamos de substâncias nociceptivas (provocam sensação de dor). Estas são captadas pelos nervos sensitivos (nociceptores) que levarão a sensação de dor ao cérebro.As cervicalgias e as cervicobraquialgias podem surgir por diversas causas como traumáticas, alterações mecânicas, doenças degenerativas, infecções, tumores, doenças glandulares (endócrinas e metabólicas), doenças neurológicas, psiquiátricas e dor referida (cuja causa não se localiza na coluna cervical) (Fig. 3).

Figura 3 – Dores de origem Cervical


Causas mecânicas
São dores causadas por carga exessiva ou prolongada sobre a coluna cervical. Normalmente ocorre nos ambientes de trabalho onde as pessoas suportam por longos tempos o peso de sua própria cabeça em posição de flexão e extensão (escriturários, costureiras, mecânicos, eletricista e outros) ou carregando peso sobre a cabeça como estivadores. Estas profissões produzem fadiga muscular, espasmo prolongado e atrofia dos músculos por circulação sanguínea insuficiente e dor (Fig. 4).

Figura 4 – Causas mecânicas das dores cervicais


Causas traumáticas
São dores causadas por contusões, entorses, acidentes automobilísticos (síndrome do chicote), fraturas, luxações (deslocamentos das vértebras) e fraturas-luxações (Fig. 5).

Figura 5 – Causas Traumáticas das dores cervicais


Doenças degenerativas
São as que causam a maior parte das dores da coluna cervical. A espondilose é uma doença generalizada da coluna, atingindo 90% dos homens após os 50 anos e 90% das mulheres após os 60 anos, devido ao processo de envelhecimento relacionado ao disco intervertebral. Pode-se facilmente observar nas radiografias as alterações degenerativas dos discos intervertebrais com diminuição de sua altura e das calcificações (osteofitos vulgarmente chamados de bicos de papagaio) que aparecem nas bordas das vértebras e nas articulações. Estas calcificações indicam que o organismo está depositando cálcio em regiões inflamadas como uma defesa. A desidratação do disco é conseqüente às alterações químicas das substâncias elásticas que o compõem, isto associado aos ligamentos que se calcificam formam os chamados discos duros (hérnias duras). O aumento destes depósitos de cálcio pode ser tão grande a ponto de estreitar o canal medular e comprimir a medula e as raízes nervosas (Fig. 6).

Figura 6 – Espondilose (Discopatia Degenerativa) com osteofito

EXERCÍCIOS PARA MELHORAR DOR CERVICAL

A ARTE DE CURAR COM AS MÃOS










As Terapias corporais alternativas vêm sendo cada vez mais praticadas e ganhando maior credibilidade no país. Elas eliminam doenças e conquistam um público muito exigente.

Quando você se queixa de uma dor aqui , e outra ali , vai logo colocando a mão para que ele se amenize , não é mesmo ? Isto é automático , as nossas próprias mãos vão direto ao ponto da dor . Mas, não sabemos por que esta dor se manifesta. Então, logo pensamos que o problema maior é onde se localiza a dor. E é aí, que está o nosso erro. Toda área da dor de ordem muscular , articular e nevrálgica é uma compensação de uma hipomobilidade ,quer dizer , impede de executar sua função normal de movimento ( falta de movimento ).

Em primeiro lugar nós tratamos a causa, e o sintoma é um fator secundário . O que causa essas restrições de movimento , é a falta de exercícios de relaxamento e alongamentos , que hoje em dia deixamos de nos cuidar ,devido ao stress do dia-a-dia , tensões , preocupações , incertezas , inseguranças , vida sedentária , e principalmente problemas emocionais , que acabam desencadeando todo esse processo .
O quê ocorre no nosso organismo? Toda informação negativa que o nosso cérebro recebe de fatores emocionais ( nervoso , raiva, ódio, medo , stress ) ela vai desencadear uma substância química no nosso organismo , basicamente nas mitocôndrias ( ATP Adenosina-trifosfato ) Isto, quer dizer , quando se quebram as proteínas , gorduras, açúcares e se libera a energia contida, esta se traduz como eletro-sensíveis; é a energia do organismo . E são essas substâncias químicas que vão se acumulando nas áreas de tensão , formando os nódulos , e até o processo inflamatório .
E se compararmos o lado bom e o lado negativo de informações que a nossa mente recebe , é evidente que tudo que é positivo nos trará só benefícios como a sensação de sentir se bem , através da alegria , das situações prazerosas , nosso organismo vai desencadeando o hormônio da endorfina .

As tensões de cada dia, no entanto, como serviços domésticos , cuidar do jardim , o trabalho no escritório , carregar peso ou até mesmo dormir no sofá podem causar problemas vertebrais. O mesmo ocorre numa queda , em acidentes (especialmente acidentes de carro) , praticando esportes , etc. Em crianças, subluxações podem acontecer já durante o trabalho de parto , ou durante o crescimento , enquanto aprendem a caminhar ou quando efetuam suas atividades cotidianas.

Subluxações são áreas problemáticas em sua coluna vertebral que afetam seu sistema nervoso como um todo. Nestas áreas, as vértebras estão desalinhadas ou perderam sua amplitude normal de movimento . Isto irrita ou pressiona os nervos locais e interfere com a comunicação entre seu cérebro e seu corpo (e vice-versa).

Alguns sinais indicariam a possibilidade de haver uma subluxação: Sintomas como enxaquecas , dores nas costas , endurecimento do pescoço, dor nos ombros, braços ou pernas, formigamento ou diminuição da sensibilidade e da força muscular em suas mãos ou pés , ou mesmo irritabilidade sem motivo são os sinais mais comuns de subluxações. Mas, a maioria das pessoas terá uma subluxações bem antes de notarem qualquer sintoma.
Um especialista em SEI-TAI , reduzirá e corrigirá as subluxações com ajustes altamente qualificados para sua coluna vertebral. Se as subluxações forem recentes, você pode precisar só de alguns ajustes. Porém, subluxações de longo prazo, crônicas , requererão ajustes mais freqüentes para manter as áreas corrigidas e assegurar que elas estão se mantendo em suas posições corretas. Com suas subluxações corrigidas, seu sistema nervoso voltará a funcionar corretamente e seu corpo agradecerá.

Qualquer posicionamento ou funcionamento anormal de uma vértebra é chamado de subluxação . Essas subluxações podem começar já no nascimento ou nas quedas e acidentes, comuns na infância . Gradualmente , as subluxações levam a inflamações microscópicas nas articulações, ligamentos , cartilagem e discos intervertebrais. Ocorrem pequenos , e às vezes imperceptíveis , espasmos e fraqueza muscular , que provocam desequilíbrio muscular. Esse desequilíbrio produz dor , que ajuda na movimentação das vértebras para fora de sua posição normal , provocando um mal funcionamento do sistema nervoso, devido à compressão dos nervos.

Os sintomas podem não se manifestarem até que todos os fatores se combinem . Portanto , os sintomas geralmente são a última coisa a aparecer em um problema vertebral.
O primeiro trabalho do Seitaterapeuta é restabelecer o movimento da vértebras, o que ajuda a eliminar os sintomas. A continuidade do tratamento garante que o nervo esteja livre de compressões, corrigindo a função muscular anormal . Isto, por sua vez , ajuda a reduzir a inflamação na articulação , removendo a tensão nos ligamentos e discos e, conseqüentemente, revertendo o processo de subluxação .
As subluxações ocorrem na coluna de todos nós diariamente. O nível da recuperação dependerá do quanto de dano permanente já ocorreu e o quanto que pode ser revertido . Além disso, depende do seu compromisso em seguir as recomendações de seu Seitaterapeuta para cuidar do seu caso .

Os Seitaterapeutas são especialistas em remover a Interferência nervosa provocada pelas subluxações. Além de ser eficaz no alívio da dor e na melhora do desempenho físico, a técnica Sei-Tai auxilia sua saúde global.
Na prática, o que se procura é criar novos hábitos para haver uma melhora na qualidade de vida. Muitas atividades físicas são recomendadas para quem tem vida sedentária. Como eu posso evitar as subluxações ?
Se você quer impedir que as subluxações retornem , ou que novas se desenvolvam, é melhor passar por ajustes periódicos. Combinados com uma dieta sensata e exercícios moderados, o cuidado seitai-terapêutico pode lhe ajudar a desfrutar de melhor saúde para o resto de sua vida .

De uma forma simples de entender , vou explicar a respeito dos “estalos” quando a coluna vertebral é manipulada . Muitos pensam que está ocorrendo atrito ósseo . E que na verdade, isso não ocorre. Toda articulação sinovial tem este nome exatamente por possuir pequenas vesículas que , estimuladas pelo movimento normal articular , secretam a sinóvia, uma gordura lubrificante e nutritiva que deixa de ser produzida apenas em patologias raras. É um humor viscoso com alto grau de tensão superficial , formando uma película ou um selo que o caracteriza (como óleo ou mesmo como leite , nesse caso , a película seria a nata ) . Quando se movimenta rapidamente uma articulação seja ativamente em ações normais, seja passivamente por ação externa, esta película é rompida por estar num ambiente com espaço livre e anaeróbico, característico de uma articulação e produz vibrações que caracterizam a formação de pequena bolsa de gás temporário pois, em alguns minutos, voltarão a se incorporar no líquido, formando nova película . É esta vibração percebida é que causa o som audível de “click”. Por isso , existe a necessidade de manipularmos a coluna para eliminarmos estes líquidos sinoviais que formam nas articulações , e sentirmos aliviados e relaxados.
O ajustamento do Sei-Tai liberta o sistema nervoso das suas interferências aumentando, assim, a sua capacidade de transmitir essa força de vida. Cada Ser, sejam quais forem os seus sintomas ou as suas doenças, pode, sem as interferências causadas pela presença de uma subluxação vertebral/meningeal beneficiar de um sistema nervoso mais flexível, elástico e apto a evoluir.


O sistema nervoso controla e coordena todos os órgãos e estruturas do corpo humano (Anatomia Gray Ed., pág.4). O desalinhamento de vértebras e discos na espinha pode causar irritação ao sistema nervoso e afetar as estruturas, órgãos e funções que podem resultar nas condições indicadas no quadro abaixo: